
A inspiração foi.... Voltou... Mas o tempo não me deixou voltar a cuidar das minhas violetas...
Agora... não com mais tempo, mas com mais vontade do NOVO, volto a escrever....
Com casa reformada e moradora em reforma (constante!)
Posso dizer que estou em uma fase menos poeta e mais "pés no chão", bom ou não... é assim que me sinto...
Em certos momentos é preciso parar tudo, respirar fundo...
E começar tudo novamente....
E eu sei que este momento chegou pra mim.
Agora é hora de juntar os velhos cacos, separar os velhos papéis, as roupas que não uso mais, as palavras que não devo usar, os amores que nunca foram amores, os amigos que nunca foram amigos, as paixões que não deixaram marcas, os acontecimentos que não deveriam ter acontecido... Pegar tudo isso e jogar no fundo de algum lugar sem fundo para não poder mais pegar, entregar nas mãos do lixeiro, ver que ele joga tudo dentro do caminhão de lixo e esperar até que o caminhão suma no horizonte (e nunca, jamais, descobrir onde fica o aterro...rsrsrss)
É hora também de pegar as pessoas que marcaram profunda e irremediávelmente o meu coração, as atitudes radicais que tomei das quais não me arrependo, mas que não repetiria, as lembranças de momentos em que tudo o que eu quis era que o tempo não mais "tempasse" e que o relógio marcasse sempre aquela mesma hora, as lágrimas, todas elas, as músicas que me trazem lembranças e lágrimas... Pegar isso tudo, colocar em uma caixa, amarrar um belo laço de fita na caixa e guardar, quardar naquele cantinho que no momento oportuno vou retornar, abrir a caixa e sorrir.
Preciso do Sol, para dourar as minhas sardas...
Preciso do mar,a sussurrar segredos que finjo não ouvir, para me lembrar que a vida é um carrocel que não pára, acelera nas curvas e abranda nos locais que são feios e sós.
Preciso que os meus pés desapareçam na areia, para re-lembrar meus sonhos, aqueles que já me levaram a voar tão alto, mas que foram esquecidos em função de um não sei o que que me prende à realidade dos dias e do mundo.
Preciso da água,para refrescar as memórias enquanto esboço um sorriso.
Preciso de parar. De me desprender do trabalho, de medos infundados, de solidões inconsequentes.Preciso aprender de uma vez por todas que as melhores coisas da vida acontecem quando quando eu menos espero. Pois quando procuro desalmadamente, sempre caio em erro atrás de erro.
Preciso aprender definitivamente que paixões e amores não se constroem!
Ainda não sei se para tanto preciso de um só segundo... ou de uma eternidade.
Mas de uma coisa estou certa: Preciso reencontrar-me.