quarta-feira, 18 de março de 2009

Rondó da Liberdade


É preciso não ter medo,
é preciso ter a coragem de dizer.

Há os que têm vocação para escravo,
mas há os escravos que se revoltam contra a escravidão.

Não ficar de joelhos,
que não é racional renunciar a ser livre.
Mesmo os escravos por vocação
devem ser obrigados a ser livres,
quando as algemas forem quebradas.

É preciso não ter medo,
é preciso ter a coragem de dizer.

O homem deve ser livre...
O amor é que não se detém ante nenhum obstáculo,
e pode mesmo existir até quando não se é livre.
E no entanto ele é em si mesmo
a expressão mais elevada do que houver de mais livre
em todas as gamas do humano sentimento.

É preciso não ter medo,
é preciso ter a coragem de dizer.

(Carlos Marighella)


Hj assisti ao espetáculo (e que espetáculo!!!!) "O amargo santo da purificação" da Tribo de atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz.
Foi muito lindo...
Mas meu coração ficou tão apertado.... Me deu uma saudade dos meus tempos de teatro... e por um momento me arrependi de estar onde estou! Parei pra pensar e tentar entender o pq de na única vez que eu realmente devia ter ouvido meu coração e não a minha razão eu não fiz isso...
Pq deixer meu amor pelo teatro de lado e escolhi o direito?
Na verdade eu gosto do meu curso... mas é como se fosse aquele carinha que vc conhece quando terminou um namoro de um tempão, ele é legal, vc pode até se apaixonar e talvez até casar com ele... Mas nunca primeiro amor nunca será esquecido... E as vezes dá uma saudade... uma vontade de voltar no tempo e fazer tudo diferente.... Como será que seria se eu tivesse ido por outro caminho?
Fiquei triste... Senti saudades das minhas personagens... Senti falta de criar, imaginar como seria... Decidir quem ser, como agir... Saudades da minha Helena (O sonho de uma noite de verão), acho que foi a única vez que gostei de amar e não ser amada, (rsrrsrss) saudades da Galatéia, da Grão de Mostarda, do Pedrinho (meu primeiro personagem em festival, peça "O menino e a árvore") e de tantos outros....
Claro, eu gosto das minhas petições, ADINs e ADCs, pacta sunt servanda, contraditórios e amplas defesas... Mas nunca deixarei de amar as borboletas no estômago antes de cada apresentação, as gargalhadas no escuro, as amizades eternas de "coxias" e os abraços de final de espetáculo....

Um comentário:

Anônimo disse...

pq vc demonstra seu melhor no palco... sou e sempre serei a sua amiga q vai te ajudar a se arrumar na coxia, seja do teatro ou da vida...
te amo
ps.:não perca tempo com a uma vida sem borboletas...

bjus manu